Aposentadoria em 2026: regras atualizadas, idade mínima e como se planejar

Aposentadoria em 2026: regras atualizadas, idade mínima e como se planejar

Por Urbano Ribeiro Advogados Associados | Direito Previdenciário 17 de setembro de 2026 Chegar perto da aposentadoria levanta dúvidas em qualquer trabalhador — e a aposentadoria em 2026 segue regras de transição que mudam a cada ano. Desde a Reforma da Previdência de 2019, quem já contribuía ao INSS precisa cumprir exigências progressivas que se tornam mais rigorosas com o passar do tempo. Contudo, entender essas regras não precisa ser complicado. Desse modo, este artigo explica de forma clara quais modalidades estão disponíveis, como funciona a pontuação e quais estratégias aumentam o valor do benefício. Além disso, você vai entender por que o planejamento previdenciário antecipado pode representar milhares de reais de diferença no seu bolso. Portanto, se você está se aproximando do momento de pedir o benefício, continue a leitura. Afinal, um pedido mal instruído pode resultar em valor menor ou até em negativa — e corrigir isso depois custa tempo e dinheiro. 1. Como ficaram as regras de transição em 2026 A Reforma da Previdência criou regras de transição para quem já contribuía antes de novembro de 2019. Essas regras possuem exigências que aumentam progressivamente a cada ano, e 2026 marca mais um degrau dessa escada. Na regra de transição por idade mínima progressiva, a idade exigida sobe seis meses por ano. Em 2026, as mulheres precisam ter no mínimo 62 anos e os homens 65 anos, com tempo mínimo de contribuição de 15 anos para as mulheres e 20 anos para os homens. Já na regra de transição por pontos, soma-se a idade com o tempo de contribuição. Em 2026, a pontuação exigida chega a 102 pontos para as mulheres e 112 pontos para os homens, mantendo o mínimo de 30 anos de contribuição (mulheres) e 35 anos (homens). Dica importante: A pontuação considera apenas a idade no dia do requerimento somada ao tempo de contribuição reconhecido pelo INSS. Períodos não informados — como trabalho rural na juventude ou contribuições em atraso — podem fazer falta justamente na hora da conta. 2. Quem não precisa das regras de transição Quem começou a contribuir com o INSS somente após a Reforma (novembro de 2019) já se enquadra diretamente nas regras permanentes. Nesse caso, a aposentadoria por tempo de contribuição pura deixou de existir, e a exigência é de idade mínima de 62 anos (mulheres) e 65 anos (homens), com 15 e 20 anos de contribuição, respectivamente. Além disso, categorias com regras próprias — como professores, trabalhadores rurais e pessoas com deficiência — mantêm condições diferenciadas de idade e tempo. Cada uma dessas situações exige análise individual do histórico contributivo. 3. Tabela comparativa das regras em 2026 Para facilitar o entendimento, reunimos as principais modalidades e suas exigências: Regra Mulheres Homens Observação Idade mínima progressiva 62 anos + 15 anos de contribuição 65 anos + 20 anos de contribuição Para quem contribuía antes da Reforma Pontos (transição) 102 pontos 112 pontos Idade + tempo de contribuição Regra permanente (pós-Reforma) 62 anos + 15 anos de contribuição 65 anos + 20 anos de contribuição Para quem começou a contribuir após 11/2019 Pedágio 50% 30 anos de contribuição 35 anos de contribuição Para quem faltava até 2 anos em 11/2019 Pedágio 100% 57 anos de idade 60 anos de idade Idade mínima reduzida, pedágio integral 4. Como é calculado o valor do benefício O cálculo da aposentadoria mudou profundamente com a Reforma. Atualmente, o valor parte da média de todos os salários de contribuição desde julho de 1994, sem descarte das contribuições mais baixas. Sobre essa média, aplica-se o seguinte critério: O benefício começa com 60% da média para quem tem 20 anos de contribuição (homens) ou 15 anos (mulheres). A cada ano de contribuição adicional, soma-se 2% ao percentual. Assim, um homem com 35 anos de contribuição recebe 90% da média; com 40 anos, chega a 100%. Vale destacar que o teto do benefício acompanha o limite do INSS, atualizado anualmente. Por isso, quem contribui sobre valores próximos ao teto precisa redobrar a atenção com o planejamento, pois pequenas variações na média impactam diretamente o valor final. 5. Estratégias que aumentam o valor da aposentadoria O planejamento previdenciário não é privilégio de quem tem dinheiro sobrando — é uma ferramenta acessível que analisa o histórico e aponta caminhos. As estratégias mais comuns incluem: Reconhecimento de períodos esquecidos: trabalho rural, contribuições em atraso, atividade em empresa que não recolheu. Averbação de tempo de serviço militar ou de outro regime de previdência. Escolha do melhor momento para requerer: às vezes, alguns meses adicionais de contribuição elevam o percentual do benefício de forma expressiva. Revisão de salários de contribuição lançados incorretamente pelo empregador. Conversão de tempo especial, quando cabível, conforme a legislação vigente. Ademais, o simulador do Meu INSS é um ponto de partida útil, mas costuma apresentar divergências no tempo de contribuição reconhecido. Por isso, a conferência com documentos originais é indispensável antes de qualquer decisão. Atenção aos prazos: O direito à aposentadoria não se perde com o tempo, mas o pedido demorado pode gerar perda de retroativos em situações específicas. Reunir os documentos com antecedência evita atrasos na concessão. 6. Documentos essenciais para dar entrada Para evitar indeferimento ou atraso, separe com antecedência: Documento de identificação oficial com foto e CPF. Carteira de Trabalho (física ou digital) com todos os vínculos. Comprovantes de contribuição como contribuinte individual ou facultativo (guias pagas). Documentos de atividade rural, quando aplicável (contratos, notas de venda, declarações). Certidões de tempo de serviço militar, se houver. PPP e laudos técnicos, para períodos em atividade especial. 7. Perguntas frequentes (FAQ) Posso me aposentar só por tempo de contribuição em 2026? Não existe mais aposentadoria exclusivamente por tempo de contribuição para quem se filiou após a Reforma. Para quem contribuía antes, as regras de transição por pontos ou pedágio podem permitir a aposentadoria antes da idade mínima permanente. O que são os “pontos” para aposentadoria? É a soma da sua idade com o seu tempo de contribuição. Em 2026, mulheres precisam de 102 pontos e homens de 112

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Saldo retido no Mercado Pago após suspensão da conta no Mercado livre : Como liberar

Saldo retido no Mercado Pago após suspensão da conta no Mercado livre : Como liberar

  Guia prático e jurídico para vendedores desbloquearem valores retidos indevidamente pela plataforma 16 de setembro de 2026 Você trabalhou duro o mês inteiro, embalou centenas de pacotes, atendeu clientes com excelência e despachou todos os pedidos dentro do prazo. No entanto, ao abrir o aplicativo para transferir o faturamento para sua conta bancária e pagar fornecedores, vem o choque: a conta foi suspensa sem aviso prévio. Pior do que a interrupção súbita das operações comerciais é constatar o saldo retido no Mercado Pago, impedindo o fluxo de caixa básico da sua empresa. Essa situação gera desespero imediato no comerciante. Afinal, como honrar a folha de pagamento, quitar boletos de fornecedores e arcar com os custos tributários se o seu próprio dinheiro está travado por um sistema automatizado? “O dinheiro oriundo de vendas já entregues e concluídas pertence integralmente ao vendedor, configurando apropriação indevida e abuso de direito a sua retenção desarrazoada.” Se você está passando por esse impasse neste momento, saiba que não está sozinho e que existem ferramentas legais eficazes para restabelecer o seu patrimônio. Neste artigo completo, você entenderá por que ocorrem esses bloqueios, o que a legislação brasileira determina sobre a custódia de valores em plataformas digitais e o passo a passo exato para destravar seu capital. 1. A dor do lojista: vendas realizadas, produtos entregues e capital travado O comércio eletrônico no Brasil opera em um ritmo dinâmico e implacável. Para a esmagadora maioria dos empreendedores e vendedores, o capital de giro é o pulmão da operação. Cada real que entra das vendas diárias já possui destino certo: reposição de estoque, pagamento de taxas operacionais, despesas com logística e manutenção do negócio. Quando ocorre a suspensão da conta e o saldo retido no Mercado Pago é anunciado com prazos genéricos de 60, 90 ou até 180 dias, o lojista se vê em um verdadeiro colapso financeiro. A plataforma simplesmente corta o acesso aos recursos sob a justificativa padronizada de “garantia para eventuais reclamações ou chargebacks”. Mas será justo que todo o faturamento da sua empresa fique congelado por meses a fio por mera presunção de risco unilateral? Enquanto os dias passam, dívidas acumulam juros bancários e a saúde financeira da sua operação entra em risco crítico. Atenção: A retenção total e indiscriminada do faturamento inviabiliza a continuidade da atividade empresarial e coloca em risco a subsistência do empreendedor, o que fundamenta medidas judiciais de urgência. 2. Por que o Mercado Pago retém saldos após a suspensão no Mercado Livre Para compreender como reverter a situação, é necessário analisar a mecânica interna das plataformas de intermediação. O Mercado Livre e o Mercado Pago operam como um ecossistema integrado: enquanto o primeiro gerencia o marketplace, o segundo atua como instituição de pagamento regulada pelo Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB). Geralmente, as suspensões e retenções decorrem de alertas automáticos disparados por algoritmos de conformidade e segurança da informação. Os motivos mais alegados pela plataforma incluem: Oscilações atípicas no volume ou valor médio das vendas em curtos períodos; Aumento no percentual de reclamações, mediações ou cancelamentos de compradores; Divergências cadastrais ou necessidade de atualização de documentação societária (KYC); Denúncias de violação de propriedade intelectual (Programa Brand Protection); Identificação de acessos considerados suspeitos por endereços IP não habituais. O problema central reside no fato de que, ao suspender o perfil comercial, a plataforma costuma bloquear 100% dos valores existentes na carteira digital, ignorando que a grande maioria das transações já foi devidamente concluída, com produtos entregues e prazos de contestação superados. 3. Retenção de saldo é legal? O que diz a legislação brasileira Muitos vendedores se perguntam se os termos de uso assinados digitalmente dão à plataforma o direito irrestrito de congelar o dinheiro. A resposta jurídica é categórica: não. Cláusulas contratuais de adesão que conferem vantagens desproporcionais a uma das partes em detrimento da outra são consideradas nulas de pleno direito. O ordenamento jurídico brasileiro protege o patrimônio privado contra condutas arbitrárias por meio de diversos dispositivos fundamentais: Código Civil (Artigo 884): Veda expressamente o enriquecimento sem causa. Reter valores de terceiros sem respaldo em prejuízos concretos e comprovados gera vantagem indevida para a instituição que mantém a custódia do capital; Código Civil (Artigo 422): Impõe a observância irrestrita da probidade e da boa-fé objetiva em todas as fases contratuais, exigindo transparência, razoabilidade e dever de cooperação mútua; Código de Defesa do Consumidor (CDC): Aplicável nos casos em que o vendedor pessoa física ou microempresa se encontra em situação de extrema vulnerabilidade técnica e fática frente ao monopólio da plataforma; Marco Regulatório do Sistema de Pagamentos Brasileiro (Lei nº 10.214/2001 e Lei nº 12.865/2013): Instituições de pagamento devem garantir a liquidação financeira das transações efetuadas e a custódia transparente, sem retenções confiscatórias. “Os termos de uso de plataformas digitais não se sobrepõem à legislação federal nem autorizam o confisco sumário de valores pertencentes a comerciantes.” A jurisprudência dos Tribunais de Justiça brasileiros é sólida e pacificou o entendimento de que a retenção preventiva só se justifica se houver prova cabal de fraude ou risco financeiro específico e individualizado. Bloquear a totalidade dos recursos por tempo indeterminado ultrapassa os limites do exercício regular de direito e se converte em ato ilícito. 4. Prazos de retenção: quanto tempo a plataforma pode segurar o dinheiro? Na prática, as notificações automáticas do Mercado Pago costumam estipular retenções que variam de 60 a 180 dias. A justificativa apresentada é a cobertura do prazo legal para que os compradores abram contestações junto às operadoras de cartão de crédito (chargeback). Contudo, exigir que o vendedor aguarde seis meses inteiros para acessar o produto de suas vendas passadas, cuja entrega já foi confirmada pelos Correios ou transportadoras parceiras, é uma conduta desproporcional. A tabela a seguir esclarece as situações mais recorrentes e a postura adequada para cada cenário: Cenário de Bloqueio Prazo Imposto pela Plataforma Legalidade da Conduta Medida Recomendada Suspensão de conta com entregas 100% concluídas 60 a 90 dias Ilegal e abusiva Notificação extrajudicial imediata e ação com tutela de urgência Vendas com mercadorias

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Fui coagido a pedir demissão: como anular e receber como demissão sem justa causa

Fui coagido a pedir demissão: como anular e receber como demissão sem justa causa

Urbano Ribeiro Advogados Associados   Por Urbano Ribeiro Advogados Associados | Direito do Trabalho 16 de setembro de 2026 Muitos trabalhadores chegam ao fim do contrato de emprego de forma dolorosa: pressionados pelo chefe, humilhados em reuniões ou ameaçados de demissão, acabam assinando um pedido de demissão que não desejavam. Se você passou por isso, saiba que a lei brasileira protege quem foi coagido a pedir demissão, e é possível anular esse pedido para receber todas as verbas de uma demissão sem justa causa. Neste artigo, você vai entender o que caracteriza a coação, como provar e quais passos tomar para reverter a situação e garantir seus direitos. Além disso, vamos explicar os prazos, as provas necessárias e os erros que podem fazer você perder o direito à indenização. 1. O que é coação no pedido de demissão Coação é quando alguém o obriga, por ameaça ou pressão grave, a praticar um ato que você não queria praticar. No ambiente de trabalho, isso acontece quando o empregador ameaça demitir por justa causa sem fundamentos plausíveis, expõe o trabalhador a humilhações constantes ou promete vantagens falsas para forçar a assinatura do pedido de demissão. O artigo 151 do Código Civil declara nulo o negócio jurídico concluído sob coação. Ou seja, a assinatura obtida sob pressão não tem validade plena no ordenamento jurídico pátrio. Por outro lado, é preciso distinguir a coação verdadeira de uma simples insatisfação com a rotina de trabalho ou arrependimento posterior: a lei exige que a ameaça seja grave, injusta e capaz de incutir fundado temor em uma pessoa comum sob as mesmas circunstâncias fáticas. Atenção: Assinar o pedido de demissão sem registrar a pressão sofrida dificulta muito a reversão. Por isso, reúna provas desde o primeiro dia de perseguição: mensagens, áudios, testemunhas e prints. 2. Diferença entre pedido de demissão, acordo e dispensa sem justa causa No pedido de demissão formal e voluntário, o trabalhador decide por conta própria rescindir o vínculo e, por isso, perde o direito ao saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), à respectiva multa indenizatória de 40% e ao benefício do seguro-desemprego. No acordo rescisório consensual previsto no artigo 477-A da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), as partes negociam o término: o empregado saca 80% do saldo do FGTS, recebe apenas metade da multa rescisória (20%) e não tem direito ao seguro-desemprego. Já na dispensa imotivada ou demissão sem justa causa, a iniciativa é exclusiva do empregador, gerando a obrigação de quitar aviso prévio indenizado ou trabalhado, saldo de salário, férias vencidas e proporcionais acrescidas do terço constitucional, 13º salário proporcional, liberação integral das guias para saque do FGTS com a multa rescisória de 40% e seguro-desemprego. Portanto, a diferença financeira entre as modalidades é expressiva, razão pela qual empresas agem de má-fé para coagir o trabalhador a pedir desligamento. 3. Quais verbas você recebe quando a coação é reconhecida Quando a Justiça do Trabalho declara a nulidade do pedido de demissão e reconhece judicialmente a ocorrência da demissão sem justa causa, todos os efeitos da rescisão unilateral imotivada são restabelecidos integralmente em favor do empregado prejudicado. Com a sentença favorável, o trabalhador passa a ter o direito de receber as seguintes verbas rescisórias e indenizatórias calculadas sobre todo o período laborado: Aviso prévio proporcional indenizado; Saldo de salário correspondente aos dias trabalhados no mês da rescisão; Férias vencidas e proporcionais com o adicional de um terço constitucional; Décimo terceiro salário proporcional ao ano do desligamento; Liberação das guias para saque integral dos depósitos do FGTS; Multa indenizatória de 40% sobre o saldo total do FGTS (conforme o artigo 18, §1º, da Lei nº 8.036/1990); Guias para habilitação no programa do seguro-desemprego ou indenização substitutiva equivalente; Indenização por danos morais em decorrência de assédio moral ou coação institucional reiterada. 4. Como provar que você foi coagido A instrução probatória constitui o ponto central da reclamatória trabalhista. Em primeiro lugar, guarde com rigor registros digitais, tais como conversas no aplicativo WhatsApp, e-mails corporativos ou pessoais e áudios que evidenciem ameaças veladas, pressão excessiva ou prazos abusivos impostos pela chefia. Em segundo lugar, identifique colegas de trabalho e terceiros que testemunharam reuniões a portas fechadas, cobranças desarrazoadas ou advertências verbais indevidas. Em terceiro lugar, elabore um histórico minucioso contendo datas, horários e ordem cronológica dos fatos ocorridos até a assinatura do documento rescisório. Outros elementos probatórios de grande relevância incluem relatórios médicos e atestados que demonstrem adoecimento mental (como quadros de ansiedade, síndrome de Burnout e depressão) decorrente do ambiente corporativo tóxico. Gravações ambientais realizadas pelo próprio trabalhador são juridicamente lícitas. Vale destacar que, segundo a jurisprudência consolidada do Tribunal Superior do Trabalho (TST), o ônus de provar a justa causa é da empresa; portanto, meras alegações patronais vazias para forçar o pedido configuram evidente abuso de direito. 5. Prazos: até quando você pode reivindicar seus direitos O prazo prescricional para o ajuizamento da ação trabalhista é regulamentado pelo artigo 7º, inciso XXIX, da Constituição Federal de 1988, fixando o limite improrrogável de até 2 anos contados a partir da extinção do contrato de trabalho, permitindo a cobrança dos créditos referentes aos últimos 5 anos vigentes. Ademais, no âmbito cível subsidiário, o artigo 178, inciso I, do Código Civil prevê prazo decadencial de 4 anos para pleitear a anulação do negócio jurídico viciado por coação moral ou física. Apesar desses prazos, a recomendação técnica é buscar assessoria jurídica especializada de imediato, impedindo a perda de contato com testemunhas-chave ou o perecimento de provas digitais. Dica: Mesmo que você já tenha assinado o pedido e recebido as verbas reduzidas, a ação continua perfeitamente viável. A assinatura em documento viciado não valida a coação patronal — o ato será desconstituído judicialmente caso os elementos probatórios demonstrem a ausência de consentimento livre. 6. O que fazer passo a passo após assinar sob pressão Para garantir que seus direitos trabalhistas sejam plenamente resguardados após a imposição indevida do pedido de desligamento, siga este roteiro prático e estratégico: Reúna e organize em pastas digitais

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Demissão sem justa causa: quais são os seus direitos em 2026

Demissão sem justa causa: quais são os seus direitos em 2026

Por Urbano Ribeiro Advogados Associados | Direito do Trabalho 17 de setembro de 2026 Receber a notícia da demissão é um momento delicado, ainda mais quando ela chega sem aviso. Quando ocorre a demissão sem justa causa, o trabalhador tem direito a um conjunto de verbas rescisórias que garantem sua transição financeira até a recolocação. Porém, muitas empresas se aproveitam do desconhecimento do empregado para pagar menos do que deveria. Contudo, a Consolidação das Leis do Trabalho é bastante clara quanto às obrigações do empregador nesse cenário. Desse modo, conhecer cada valor que compõe a rescisão é a forma mais eficaz de evitar prejuízos silenciosos. Além disso, erros no pagamento podem ser corrigidos judicialmente, com acréscimos legais. Portanto, este artigo explica de forma simples e direta quais valores você deve receber, em quais prazos e o que fazer quando a empresa descumpre suas obrigações. Afinal, informação bem aplicada é o que separa uma demissão tranquila de um verdadeiro prejuízo financeiro. 1. O que caracteriza a demissão sem justa causa A demissão sem justa causa acontece quando o empregador decide encerrar o contrato de trabalho sem que o empregado tenha cometido falta grave. Nesse caso, a iniciativa é exclusivamente da empresa, e a lei determina que ela arque com todas as consequências financeiras dessa decisão. Vale destacar que essa modalidade é diferente da dispensa por mútuo acordo, prevista desde a Reforma Trabalhista de 2017. Também não se confunde com o pedido de demissão, no qual o próprio trabalhador decide sair e perde parte dos direitos. Dica importante: No momento da comunicação, exija que o motivo da dispensa fique claro e registrado. A classificação correta da demissão é o que garante o recebimento integral das verbas rescisórias. 2. Quais verbas você tem direito a receber Na demissão sem justa causa, a lista de direitos é a mais completa entre todas as formas de encerramento do contrato. Confira abaixo o que a empresa deve pagar: Saldo de salário — dias trabalhados no mês da dispensa. Aviso prévio — 30 dias, mais 3 dias por ano de serviço, limitados a 90 dias. Pode ser trabalhado ou indenizado. 13º salário proporcional — calculado sobre os meses trabalhados no ano da dispensa. Férias vencidas — com acréscimo de um terço constitucional, se houver período não gozado. Férias proporcionais — também com o adicional de um terço, contadas a partir de cada ano de contrato. Multa de 40% do FGTS — calculada sobre o total dos depósitos feitos durante o contrato. Saque do FGTS — liberação integral do saldo da conta vinculada. Seguro-desemprego — desde que atendidos os requisitos legais de tempo de trabalho e contribuição. Ademais, o empregador deve entregar as guias e documentos necessários para o saque do FGTS e o requerimento do seguro-desemprego. A omissão desses documentos configura descumprimento de obrigação legal e pode gerar indenização. 3. Prazos de pagamento: o que a lei determina Os prazos rescisórios são rígidos e o descumprimento gera multa em favor do trabalhador. Em regra, o pagamento deve ocorrer em até 10 dias corridos contados do término do contrato, independentemente do aviso prévio ter sido trabalhado ou indenizado. Quando o aviso prévio é trabalhado, o pagamento pode ocorrer no primeiro dia útil imediatamente após o término do aviso. Caso a empresa atrase, a legislação prevê multa equivalente a um salário do empregado, além dos juros e correção monetária. 4. Tabela resumo dos direitos por tipo de saída Para facilitar a comparação, veja como os principais direitos variam conforme a forma de encerramento do contrato: Verba Sem justa causa Mútuo acordo Pedido de demissão Saldo de salário Sim Sim Sim Aviso prévio Sim (30 + 3/ano) Metade indenizada Não (ou descontado) 13º proporcional Sim Sim Sim Férias proporcionais + 1/3 Sim Sim Sim Multa de 40% do FGTS Sim 20% Não Saque do FGTS Sim Parcial (80%) Não Seguro-desemprego Sim (se elegível) Não Não 5. Erros mais comuns na rescisão — e como identificar Infelizmente, é frequente o empregador cometer equívocos — ou manobras deliberadas — no cálculo da rescisão. Os erros mais recorrentes envolvem: Descontar o aviso prévio indevidamente quando a dispensa é imediata. Omitir férias vencidas de períodos anteriores do contrato. Calcular a multa de 40% sobre valor menor que o total depositado no FGTS. Atrasar o pagamento além do prazo legal de 10 dias. Não entregar as guias do seguro-desemprego dentro do prazo. Por isso, confira sempre o termo de rescisão linha por linha antes de assinar. A assinatura não impede a revisão judicial posterior, mas um contrato bem conferido evita meses de disputa. Atenção: Guarde o termo de rescisão, os comprovantes de pagamento, os extratos do FGTS e os holerites dos últimos meses. Esse conjunto de documentos é a base de qualquer reclamação trabalhista. 6. E o seguro-desemprego: quem tem direito O seguro-desemprego exige, em linhas gerais, comprovação de vínculo empregatício por período mínimo nos últimos meses e não possuir renda própria suficiente para o sustento. O número de parcelas varia conforme o tempo trabalhado ao longo da carreira. O empregador deve entregar a documentação necessária ao requerimento no ato da rescisão. Caso contrário, o trabalhador pode exigir judicialmente a emissão das guias e, se houver perda de parcelas por culpa da empresa, a indenização correspondente. 7. Perguntas frequentes (FAQ) Posso ser demitido sem justa causa durante o aviso prévio? Sim, a empresa pode dispensar o cumprimento do aviso, mas nesse caso deve pagá-lo de forma indenizada, acrescentando os 3 dias por ano de serviço. A multa de 40% incide sobre o FGTS de todos os contratos? Ela incide sobre o total dos depósitos realizados durante o contrato rescindido, incluindo depósitos de contratos anteriores transferidos para a mesma conta vinculada. Perco o direito ao seguro-desemprego se recusar uma proposta de emprego? A recusa injustificada de oferta de emprego adequada pode impactar o benefício. Cada situação deve ser analisada individualmente conforme as regras vigentes. Quanto tempo tenho para reclamar na Justiça do Trabalho? O prazo geral para ajuizar reclamação trabalhista é de até 2 anos

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